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“Quero ser prefeita para pensar, agir e transformar a cidade”, diz Cida Ramos em plenária com trabalhadores da assistência social

Política 19/07/2016 às 16:05


Em auditório lotado, a pré-candidata à Prefeitura de João Pessoa, Cida Ramos, esteve com assistentes sociais, psicólogos e pedagogos na plenária Assistência Social em Debate: as Políticas Públicas e a Cidade, na noite desta segunda-feira (18) no Hotel Nord Luxxor Cabo Branco. Na ocasião, a professora defendeu que só investindo no social o poder público pode transformar a realidade dos que mais necessitam.
 
“Política para mim é instrumento para mudar a vida das pessoas. Nossa cidade tem uma estética impressionante. É linda por natureza, onde todos se encantam por sua beleza e pela forma como ela agrega quem chega. Mas também é uma cidade de muitos contrastes. Beleza e tragédia, riqueza e pobreza hoje caminham lado a lado, há muitas diferenças sociais e isso precisa ser mudado. Um gestor, sabendo desta realidade, não pode nunca estar conformado. É uma realidade que precisa ser vista e sentida, mas sobretudo transformada”, disse a professora.
 
Cida Ramos, que é mestre e doutora em Serviço Social, destacou a importância de ter sensibilidade para estar à frente da gestão municipal. “Quero ser prefeita para que a cidade deixe de ser burocraticamente conduzida. Não quero ser gerente da prefeitura, quero ser prefeita para pensar, agir e transformar nossa cidade. Não é possível que com o orçamento de quase R$ 3 bilhões desta cidade a gente assista a olhos nus o crescimento de crianças vendendo balas em sinal; não é possível que uma mãe de família que trabalha o dia inteiro chegue em casa e encontre o filho queimando de febre tenha que escolher se junta o pouco dinheiro que tem para levá-lo de taxi a uma UPA, já que as USFs estão fechadas, ou assista a febre baixar. A atual gestão diz que não podemos estender o horário dos atendimentos das USFs, mas digo que não existe regra que se sobreponha às necessidades humanas”.
 
A pré-candidata defendeu que gestão pública para ser eficaz deve ser feita com respeito, diálogo e sensibilidade. “É preciso entender o que as pessoas precisam. As USFs têm que funcionar com horário estendido para pronto atendimento, porque uma mãe não pode ficar desassistida quando o filho adoece à noite. Famílias que têm crianças com deficiência precisam de transporte garantido para levar os filhos para seus tratamentos na Funad, nos centros de tratamento das universidades. Isso é parte fundamental da reabilitação e dá dignidade e oportunidade para que essas pessoas possam realizar seus tratamentos”, disse.

Uma das assistentes sociais a dialogar políticas públicas com Cida Ramos foi Natali Pinheiro, que disse confiar no projeto representado pela pré-candidata do PSB. “É preciso fazer com que os erros da atual gestão sejam os acertos da gestão de Cida. A rede social assistencial não está funcionando como deveria, sou assistente da Vara da Infância e Juventude e sei que mesmo que o poder judiciário determine cumprimento da lei para que crianças e mulheres em vulnerabilidade tenham acesso aos seus direitos, não adianta nada se o poder executivo não der continuidade ao serviço. Hoje as instituições de acolhimento estão lotadas, outras fechadas. É preciso dar dignidade básica às mulheres em situação de violência, que hoje não encontram serviços de empoderamento. Me indigna ir à uma audiência concentrada e verificar que crianças em situação de acolhimento não voltam para familiares porque não recebem assistência da rede de acolhimento. Uma mãe que quer cuidar do seu filho, mas o acompanhamento não lhe é ofertado. Temos que ter serviços garantidos pelo poder executivo municipal porque esse é seu dever. Temos que combater o retrocesso na política de assistência, hoje temos o abandono do CRAS e CREAS com recursos perdidos por falta de ação para executar os serviços”.

ASCOM

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